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domingo, 5 de fevereiro de 2012

(des)humanos?

Somos desperdício de espaço, de tempo, de recursos.
Não servimos para nada para além de consumir o que não é nosso e influenciar o que não nos diz respeito.
Sabemos bem o que é ser um ser humano, é um ser racional que caminha sobre duas patas e que pensa que detém o poder absoluto sobre todos os seres, não apenas racionais, mas vivos.
Somos seres racionais, e com isto digo que somos seres que acham que pensam, porque a maior parte vive em modo automático. Raros são os que se questionam sobre a nossa existência, ou até aqueles que querem fazer dela algo mais do que apenas um conjunto de miseráveis anos, a maior parte prefere não pensar, e desta forma poder pisar os valores morais, repetir os erros que os antepassados cometeram, e mais grave ainda, esta incapacidade de ver o certo e o errado conduz-nos a demover as pessoas que pensam de o fazerem, fazendo troça delas e da sua forma de pensar (que não é uma forma, é simplesmente a essência do que pensar significa).
Mas hoje a minha conclusão não é feliz, muito pelo contrário, eu concluí que nós fomos, somos e seremos sempre assim, continuaremos a pisar valores morais, a esquecer a história, e a tornar as pessoas diferentes iguais a nós, até que um dia este egoísmo colectivo criado pelo individual nos conduza à extinção e a nada mais do que pó no chão que outros haverão de pisar.

domingo, 2 de outubro de 2011

Opinião imatura do mundo

   Sim, é a triste realidade: vivemos num mundo limitado por fronteiras e controlado por seres humanos cujo cérebro está maioritariamente ocupado por futilidades e egoísmos que consegue sempre destruir ainda mais cada vez que começa a construir.
   Por todo o lado um rasto de um projecto impossível de acabar e já em ruínas persegue-nos: as pessoas morrem à fome, o buraco da camada do ozono aumenta e ninguém se une por um propósito comum, apenas nos atacamos pelo poder e somos consumidos pelo nosso próprio exagero de consumo.
   As paredes da política estalam, deixando cair a economia, e o ambiente acaba por se constipar com as correntes de ar. Não há dinheiro e não há entendimento.
   É uma crise a nível mundial, sempre existiu e está para ficar. Nós, seres humanos, somos mesmo assim, concebidos para falhar e mesmo assim sobreviver, e por mais incrível que possa parecer, a vida é cada vez maior e o seu nível melhor.
   É verdade, o ambiente em que vivemos não é o de uma sociedade cor-de-rosa, mas também não é tão cinzento como insistimos em o pintar.