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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Mudar... ou não?

Reflecte acerca da seguinte questão: valerá a pena mudar por alguém?
Honestamente?

  Não mudes porque querem que mudes. Muda apenas se achares que vale a pena. Muda por ti. Muda apenas o que achas que te fará bem, apenas naquilo que será para o teu próprio bem. Não mudes porque este ou aquele quer que mudes, muda porque será o melhor para ti.
  Se for necessário tenta produzir alterações na tua aparência para que te ajude a ultrapassar situações do teu íntimo - talvez elas se transfiram do exterior para o interior e que te ajudem a mudar e a te adaptares naquilo que precisas.
  Quem sabe se mais uns furos, umas mudanças de estilo e de pensamentos não te ajudarão?
  Mas mais uma vez digo:
  Porque tu ficarás sempre contigo, e este ou aquele amanhã poderá fugir da tua vida: muda por ti e só por ti.

domingo, 2 de outubro de 2011

Questões de idades

  A questão é mais simples do que se pensa.
  Quando nascemos somos muitas vezes colocados em redomas de vidro para que nada de mal nos aconteça e isso não tem mal nenhum. O mal só surge quando se acaba confrontado com a tentativa de retirar a redoma que nos rodeou, um dia já tarde de mais. Ela acaba empenada e com o fecho, que quando aberto nos daria a possibilidade de a tirar, enferrujado. Deparamo-nos então com um casulo que será muito mais difícil de tirar. A dificuldade irá frustrar-nos, irá-nos deixar tristes ou até melancólicos. Mais tarde acabaremos por agradecer de alguma forma essa redoma porque nos ajudou a não sair magoados de algumas situações, mas acabará por não compensar as opções de escolha que certamente perdemos.
  Por vezes, compreender que, aqueles de que gostamos e que criámos desde pequenos, cresceram é complicado.
  Mas há coisas que temos de aprender por nós próprios para conseguirmos crescer e tornarmo-nos pessoas sábias e conscientes: cair no erro e levantar sem ajuda. Antes de aprendermos com os erros dos outros, temos de aprender com os nossos.
  E para isso, pelo menos parte da redoma terá que desaparecer.

NR:
redoma [o]
nome feminino
1.manga de vidro para resguardar objetos delicados, campânula
2.figurado o que resguarda ou isola;
pôr numa redoma tratar com extrema ou excessiva delicadeza;
viver numa redoma viver separado de tudo o que está à volta
(De origem obscura)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O casamento

  Hoje em dia, o casamento é algo que é cada vez menos comemorado... e isso nem é algo que derive totalmente do estado económico do país, é algo que se deve à mentalidade das pessoas (e com isto não quer dizer que concorde ou não).
  Pessoalmente, não sei se me caso se não; mas há uma coisa que afirmo seguramente: antes de casar (se casar) tenciono viver junta com aquela pessoa. Não concordo com o facto de esperar até ao casamento para viver com ela porque nesse caso, quando assinar a declaração em como realmente estou casada com ela, irão haver factos que eu desconheço em relação a ela - as ditas «manias» que todos temos - e muitas vezes é isso que faz com que os casamentos cheguem ao fim, tendo em conta que antes disso só passamos algumas horas por dia com a pessoa, e depois passa a ser um «projecto a tempo inteiro».
 Além disso, o verbo casar carrega uma série de responsabilidades para as quais devemos estar preparados. A meu ver não passa de uma tentativa fracassada de tentar passar o amor para um contrato. However, acaba por ser algo bastante marcante e de uma entrega total, pois demonstra que seremos daquela pessoa.
  Só concordo com o casamento depois de conhecer a pessoa a 100%, e isso carrega a necessidade de viver com ela antes de casar. Mas se for decidido casar devido ao respeito que se tem para com uma determinada religião, a meu ver, o caso já muda de figura, pois trata-se de algo que também é importante para a dita pessoa.
  Mas sem ter uma religião que imponha isso? Oh minha gente, juntem-se e depois se correr bem logo se casam!
  Mas isto, é só a minha opinião.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

The Pink Panther

  Como todos os blogs temáticos têm de ter um certo ícone, após alguma ponderação, acabámos por nos decidir pela «pantera cor-de-rosa».
  Porquê? Bem, porque este dito ícone vem de uma comédia (já um pouco antiga, data de 1963) em que são retratados furtos de jóias por obra de um famoso ladrão "O Fantasma". A intenção desse gatuno seria roubar o maior diamante do mundo que quando olhado fixamente mostrava uma pantera cor-de-rosa.
  Mas os motivos em concreto desta escolha acabam por se dever ao objectivo do próprio blog: apresentar críticas relativas a atitudes de pessoas com que nos estamos constantemente a deparar no dia-a-dia, e que no entanto não lhe acontece nada - ou porque simplesmente não podem ser penalizadas por aquilo que estão a fazer ou porque a lei não "consegue" fazer nada relativamente a isso (mesmo que seja algo bastante mau, porque neste país grande parte dos malfeitores não é penalizado).
  Poderão deparar-se com textos de revolta, irónicos e com metáforas pelo meio.
  A Pantera Cor-de-Rosa entra em acção.